domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sócrates e a Pedagogia


A Espiral Psicopedagógica

É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática. (Paulo Freire)

A Pedagogia tem como escopo formar o indivíduo para o convívio social de acordo com os valores de um determinado contexto. Mas se esquece que educar é o mesmo que adestrar. Inegavelmente somos animais – primatas, mais exatamente –, pois vegetais e minerais evidentemente não somos. Somos inteligentes e criativos, mas ainda assim animais. E como todo animal, para termos uma postura aceitável diante da vida em sociedade, necessitamos do mínimo de formação dialética. E é então que o partejamento socrático deve se instaurar, como a didática primeira para uma formação cidadã autêntica.
Um professor deve ser um encantador envolvente e perturbador do ócio mental. Mas para tanto não há receita de bolo. Tampouco será a psicologia que salvará a Educação. O ensino de Filosofia deve ser uma arte e não apenas uma técnica baseada em argumento e contra-argumentos que permeiam o imaginário coletivo da Pedagogia.

Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.
(Sócrates)

Há uma dissonância completa entre a Teoria e a Prática pedagógicas. O que a Psicologia pretende para a prática docente (em teoria), destoa do que a realidade sócio-cultural oferece por vias auto-didáticas. Ao que tudo indica, as metodologias psicopedagógicas não abarcam o cenário sócio-cultural completo do educando naturalmente matizado, sendo confeccionadas para aferir um ambiente generalista e utópico, que, por outro lado, acidentalemente acabam truncando o dinamismo original de cada professor dentro da particularidade/identidade de cada classe/turma/escola.
A Escola deve estar preparada pedagogicamente para receber o aluno não só em quantidade, mas também acolher a sua diversidade cultural oriunda de seu contexto prórpio. E para isso, faze-se necessário o olhar crítico e atento do professor que apreende o “ser” do aluno e de sua identidade local.

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.
(Paulo Freire)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Tressujeitos" - Humor Cretino, mas com Cravo e Canela

Depois de passar três dias e três noites alucinando, vendo flores transformando-se em dragões com cabeça de cavalo, por causa dos fungos do pão de centeio que comi, surgem esses "três" espectros errantes para alumiar minha mente: um argentino, um gay e um cara qualquer.
Mais um insensato trabalho de colagem nada profissional!


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Deb 'n' Duchamp 29 - Almas Gêmeas (parte 2)

Essa historinha chegou ao fim. Beijo do gordo! Uou!


Quer saber como tudo começou? Veja a estória desde o começo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Barulho de Chuva

La douce pluie qui tombe, comme le sommeil à mes yeux
الامطار التي تسقط لطيف ، مثل النوم في عين
在細雨的下降 像睡在我眼裡
Die sanften Regen, der fällt, wie der Schlaf in meinen Augen
Η απαλή βροχή που πέφτει, όπως ύπνο στα μάτια μου
The gentle rain that falls, like sleep in my eyes
Нежный дождь, который падает, как сон в моих глазах

Epicuro - Medo da Morte


America Brazil

What every american must know about Brazil:




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um Paralelo entre Finlândia e Brasil

Não é mistério nenhum localizar as raízes do sucesso e do fracasso de qualquer nação. Ao que tudo indica, o âmago do problema é a política educacional promovida pelos governantes de cada país.
Façamos uma rápida comparação entre as realidades educacionais da Finlândia e do Brasil:



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Dinâmica de Final de Bimestre - 2008

Me lembro que, em 2008, após fechar um bimestre exaustivo lecionando Técnicas de Redação, eu e meus então alunos de Avaré resolvemos fazer uma dinâmica com feição de desafio: eu me faria passar por um dos alunos mais "insanos" da classe enquanto o mesmo simularia uma aula na minha pele. Foi engraçado, o Emeg, o aluno que fazia o meu papel, ficou perdidinho!
Eu nem me lembrava mais desse vídeo. Até barba eu tinha... o tempo voa...


Agradecimentos pelo vídeo a Richard Fiorucci.

Schopenhauer

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Uma Dose de Cultura Pop

Uma dose de cultura Pop, por que não?
Certa vez um jornalista perguntou para Michael Jackson: – Em que você pensa quando está dançando?
E ele respondeu: – Em nada! Pensar só atrapalha.


Michael Jackson - Smooth Criminal (Live 1992 Dangerous Tour)



U2 - Discothèque (Remix by Steve Osbourne)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Epistemologia com Chiclete

Enquanto eu e a Aline Deaba (Filosofia do Caos) ficamos à deriva numa classe forrada de estudantes de Psicologia do sexo feminino que torcem o nariz para a Filosofia, começamos a redigir um textinho a pedido do Prof., como atividade inaugural da disciplina. Felizmente a Aline é aluna do curso de Filosofia e trabalha muito bem em equipe, além de dominar o tema Epistemologia melhor que eu. Tá aí a obra fenomenal! E no final da aula, prá variar, tem sempre uma tosca prá te chamar de louco e falar abobrinhas, mesmo que ela seja da área da Psicologia e necessariamente beba da fonte da Filosofia. Paciência...


Epistemologia - Atividade 1 - 12/02/2010


Alessandro Locatelli
Aline Silva


1. Qual o significado de Epistemologia?
Bem resumidamente, Epistemologia é o estudo do Conhecimento e suas possibilidades.

Mas aqui também fica uma aproximação semântica do Dicionário Aulete:
1. Fil. Estudo do conhecimento, esp. o conhecimento científico, sua natureza. seu processo de aquisição, seu alcance e seus limites, e das relações entre o objeto do conhecimento e aquele que o busca; a teoria do conhecimento.
2. Estudo sobre o conhecimento científico, seus diferentes métodos, suas teorias e práticas, sua evolução na história e no desenvolvimento das sociedades; teoria da ciência.

O prefixo do termo surge no período clássico da Filosofia, com Platão. Ele procura fazer uma distinção dos tipos de conhecimento possíveis, criando duas categorias: doxa e episteme. O primeiro, é aquele conhecimento superficial, do senso comum, não sistemático, produzido através dos costumes e tradições de um povo, e aceito de forma acrítica. Já o segundo é o conhecimento crítico, conquistado através do pensamento filosófico, que é lógico e sistemático e, portanto, capaz de obter a essências das coisas do mundo - além dele próprio. Em outras palavras, seria o pensamento científico, por ser sistemático e buscado conscientemente pelo sujeito cognoscente.

É claro que, com o desenrolar da história do pensamento, o termo "conhecimento científico" tomou novos moldes, especialmente em virtude do advento da ciência moderna com Galileu Galilei, Isaac Newton, Francis Bacon e René Descartes. Hoje, o que entende-se como sendo ciência é muito diferente do conceito grego. Temos um saber científico sistematizado, com princípios próprios, embasados principalmente em três pilares: o método, a demonstração e a previsão. É um saber pragmático e imanentista, visto que seu objeto de estudo é material e objetivo, e visa-se sua aplicação direta em uma tecnologia que, de alguma forma, influenciará no dia-a-dia da sociedade.

É interessante notar que, classicamente, episteme tenha significado uma "verdade absoluta", uma "certeza das coisas", e posteriormente o termo epistemologia venha a designar o estudo das ciências. Em todo o decorrer do Modernismo temos uma crença absoluta na ciência, e em sua capacidade de atingir a verdade - crença consolidada no século XIX, com o positivismo. Assim, episteme se confunde com verdade absoluta, que se confunde com ciência, e temos um cenário histórico, do qual ainda tentamos nos livrar, onde a ciência (entendida como as ciências da natureza, química, biologia e, principalmente, a física) é tida como a única capaz de atingir uma verdade incontestável, e o cientista como aquele homem completamente imparcial, livre de ideologias ou qualquer outro fator interno ou externo que venha a influenciar no resultado de suas pesquisas.

2. Qual a relação da Epistemologia com a Filosofia?

A relação da epistemologia para com a filosofia é íntima, visto que encontrar meio para que o conhecimento se processe evitando o erro e promovendo o acerto são objetivos de interesse comum entre ambas as áreas. Assim sendo, é comum que a epistemologia tenha a si própria como objeto de estudo. Isto é, o conhecimento desdobra-se sobre si mesmo para conhecer as suas possibilidades de manifestação, de acordo com os métodos estabelecidos por estudos anteriores. Deste modo a epistemologia apresenta-se como ceticismo metódico, pois questiona os viéses pelos quais o conhecimento se apresenta como certo.

Para que o conhecimento se forme, é necessário, no mínimo, duas "informações" válidas (teses) e uma conclusão (síntese). Esta última é o produto dialético da interação, no mínimo lógica, entre as partes informativas, originando assim o conhecimento. Contudo, o conhecimento formado por tal processo torna-se Informação componente para futuras construções epistemológicas. E assim cria-se uma cadeia de conhecimentos interrelacionados que, por sua vez, originam outras informações de suporte para novos conhecimentos.

A filosofia tem por essência buscar "universalidades" na realidade em prol da criação de conceitos e da sistematização dos mesmos de modo que estes conceitos e sistemas se prestem à criação de orientadores epistemológicos para áreas de conhecimento adjacentes.
A. Crocco afirma que os universais são "categorias lógico-linguísticas válidas que fazem a mediação entre o mundo do pensamento e o mundo do ser".

No entanto, para que a produção de conhecimento ocorra, faz-se necessário o uso de um código - língua - para que ele assuma o seu caráter informativo e epistemológico. Do contrário, a "verdade" apreendida pelo sujeito cognoscente permaneceria privatizada no próprio sujeito e, com efeito, não recebendo o status de conhecimento por não se tornar "comum" aos campos de atividade filosófico-científicos atualmente dispostos. Portanto, sem uma concatenação comparativa dos elementos cognoscitivos estudados não se pode alegar uma conclusão confiável.

Porém, é importante lembrar que pelo viés contemporâneo, as conclusões científicas não são absolutas como antes acreditava-se. A subjetividade se faz presente em todas as áreas do conhecimento e sempre será um fator limitante para o sujeito cognoscente. Foucault, inclusive, afirma que a única coisa que podemos apreender sobre o mundo é o discurso que fazemos sobre o mesmo e tudo o que nele se insere. Em outras palavras, só me é permitido conhecer aquilo que eu acho que vejo, sinto, pego, etc.

Com isso, temos um movimento interessante. Enquanto que os filósofos antigos dividiram o conhecimento entre doxa e episteme, querendo fugir do primeiro (a opinião, o "achismo"), os pensadores contemporâneos afirmam que a única coisa que é possível que conheçamos é a doxa, o meu "achismo" - inclusive não é possível conhecer o "achismo" alheio, e apenas meu "achismo" sobre o "achismo" alheio.

Assim sendo, na área da Filosofia da Ciência temos uma crise acerca do estudo do saber e fazer científico, onde ele perdeu seu estatuto de nascença, e os epistemólgos tentam reformular o entendimento sobre este conhecimento, de modo a contextualizá-lo no viés dos paradigmas contemporâneos.

Um último ponto a se considerar sobre a relação da epistemologia com a filosofia, é a importância da ciência pensar-se a si mesma, colocar um olhar consciente e crítico sobre a sua própria prática. Tradicionalmente, ela não faz isso e, como afirma Edgar Morin no livro "Ciência com Consciência", faz algo muito pior que é conferir a si própria o estatuto de detentora da verdade. Ela não dialoga com outras áreas para pensar a sua prática, tomando um posicionamento arrogante e elitista acerca do conhecimento que produz. Em outras palavras, ela tem um método bastante rígido para conferir o selo de verdadeiro ou falso para seu objeto de estudo - o mundo - mas não há um método científico para mostrar que a ciência é capaz de tal ação - e nem seria possível havê-lo.

É cientificamente inviável que a ciência valide a si mesma. Seria o mesmo argumento inconsistente de, por exemplo a Bíblia validar-se a si mesma. É preciso que um olhar crítico externo faça isso.

Este é o papel da epistemologia que, com olhos filosóficos, pode enxergar e apontar as limitações diversas da construção científica, o que acaba fazendo com que nós próprios a olhemos de forma mais consciente.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Religião

Fim do Mundo


É o final dos tempos...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vaga de Emprego

O crédito original pela imagem vetorizada da direita é de *Val-z.


O meio organizacional está repleto de clichês. Quando passarem a identificar bons profissionais avaliando-os pelo seu caráter e potencial e não por manias de RH teremos um ambiente organizacional um pouco mais justo.
Este é o mundo real, que precisa de pessoas reais. O destino do bom profissional não pode ser avaliado num jogo de dados.


Bons profissionais selecionam bons profissionais.

Nosso amigo Khristhopfher do Blog "Café Filosófico"

Como só tenho postado besteiras ultimamente, eu e o cáustico Juliano Cizotti, após eloquente diálogo, resolvemos fazer uma homenagem ao nosso amigo de faculdade, o utópico Khristhopfher (Shamankh), fundador do blog Café Filosófico.

(11:18:35) Alessandro: cara, vc não é humano
(11:19:21) Juca: às vezes penso nisso... mas não a ponto de falar que sou de Órion, como nosso amigo Chris. rs
(11:19:35) Juca: o homem-que-viajou-no-cogumelo-e-nunca-voltou
(11:19:44) Alessandro: hahahah
(11:19:46) Alessandro: boa essa!
(11:19:56) Alessandro: queria que ele tivesse twitter para zuá-lo com isso.
(11:20:05) Juca: vero, ele não tem!
(11:20:10) Juca: E olha que ele adora essas coisas...
(11:21:23) Juca: Eu nem tento defini-lo mais em termos de gênero: ele transcende tudo pra mim.
(11:21:55) Juca: mas originalmente, eu acho que era um clubber que tomou chá de cogumelo depois de tentar atingir o nirvana e nunca mais voltou. Aí começou a achar que era de Órion e virou o diabo transcendental que conhecemos.




O sataníssimo Mestre Chris, que vive rodeado de belas mulheres pelas alcovas das noites bauruenses.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Namoro Problemático

Amor Próprio


Autoafirmação


Ciúme Tradicional

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bolsa Família

Isso sim é ócio criativo...

Se fabricassem menos filhos haveria menos fome.
Controle de natalidade seria mais barato, menos trabalhoso e mais eficaz.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cara Pegador